Sistema para produtoras de eventos: ingresso, check-in e custo
Sistema de evento tem uma característica que nenhum outro desta lista tem: ele é julgado por um pico de trinta minutos. Durante meses nada acontece, e então mil pessoas chegam ao mesmo tempo na porta. Se o check-in travar nesse intervalo, o evento inteiro é lembrado pela fila — e não adianta o sistema ter funcionado bem nos três meses anteriores.
É por isso que a decisão técnica central aqui é o funcionamento offline. Local de evento costuma ter internet ruim justamente quando enche, porque todo mundo está usando a mesma rede. Check-in que depende de conexão no momento da validação é o desenho errado, por mais rápido que pareça no teste com dez pessoas.
O tamanho do setor no Brasil
22.544
empresas no país
0.4%
do total de empresas do Brasil
65.202
pessoas ocupadas
72%
concentrados em 5 estados
Número de empresas por unidade da federação, das cinco maiores.
Fonte: IBGE — Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), ano de referência 2021 — atualizado em .
O que um sistema de produtora de eventos precisa ter
- →Venda de ingresso com lotes, cortesia e limite por comprador
- →Ingresso com código único e proteção contra revenda da mesma entrada
- →Check-in offline no celular, com sincronização entre as portas quando dá
- →Painel ao vivo de público presente, por portaria e por setor
- →Lista de convidados e credenciamento separados da venda
- →Repasse automático para parceiros e produtores no momento da venda
Onde o dinheiro vaza hoje
A sincronização entre portas é o detalhe que decide se o check-in offline funciona ou vira porta de entrada para fraude. Sem ela, o mesmo ingresso entra por duas portas diferentes e ninguém percebe até a contagem final não bater. O desenho correto valida offline e reconcilia entre os aparelhos assim que houver rede, sinalizando duplicidade em vez de ignorá-la.
Quanto custa um sistema desse porte
R$ 36.000 a R$ 86.400
| App completo com backend | R$ 25.000 a R$ 60.000 |
| Escopo: 13 a 25 telas | R$ 5.000 a R$ 12.000 |
| Pagamento (Pix, cartão, assinatura, split) | R$ 6.000 a R$ 14.400 |
Fonte: Modelo de precificação AndersDev — mercado freelancer BR — atualizado em .
Essa faixa parte do escopo típico do setor. Para ver como cada integração mexe no valor, veja o detalhamento desse tipo de projeto.
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Perguntas frequentes
Por que não usar uma plataforma pronta de ingressos?+
Para a maioria dos eventos, plataforma pronta é a escolha certa: sem custo fixo e sem risco técnico. Sistema próprio passa a fazer sentido quando a taxa por ingresso já pesa mais que o custo de manter o seu, quando a produtora tem calendário recorrente, ou quando a base de compradores é um ativo que você não quer deixar na mão de terceiro.
O check-in funciona sem internet no local?+
Precisa funcionar, e essa é a exigência que mais separa sistema bom de sistema ruim no setor. A lista é baixada antes da abertura, a validação acontece no aparelho e os aparelhos se reconciliam quando houver rede, apontando qualquer ingresso lido duas vezes.
Como funciona o repasse para produtores parceiros?+
Pela divisão automática no momento da venda, com o percentual de cada parte definido antes. Isso evita reter dinheiro de terceiro, que é atividade regulada, e elimina a conciliação manual pós-evento — que é onde os desentendimentos entre sócios de evento normalmente nascem.
Dá para evitar revenda e fraude de ingresso?+
Dá para reduzir bastante, com código único por ingresso, vínculo com o comprador e código dinâmico que muda perto do evento. Eliminar por completo não é realista, mas o conjunto dessas medidas torna a revenda difícil o suficiente para deixar de ser um problema de escala.