Sistema para restaurantes: delivery próprio, comanda e quanto custa
A conta que decide todo projeto de tecnologia em restaurante é a comissão do marketplace de delivery. Ela incide sobre o faturamento, não sobre o lucro, o que significa que em um setor de margem apertada ela consome uma fatia relevante do resultado. Um canal próprio não elimina o marketplace — ele existe para migrar o cliente recorrente, que é onde a comissão mais dói.
O erro comum é achar que basta ter um cardápio online. Sem integração com a cozinha, o pedido do canal próprio vira alguém gritando na copa, e o serviço piora justamente no canal que deveria ser o melhor. O sistema só se paga quando o pedido entra na operação do mesmo jeito que o do marketplace.
O tamanho do setor no Brasil
222.959
empresas no país
3.9%
do total de empresas do Brasil
1.382.777
pessoas ocupadas
66%
concentrados em 5 estados
Número de empresas por unidade da federação, das cinco maiores.
Fonte: IBGE — Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), ano de referência 2021 — atualizado em .
O que um sistema de restaurante precisa ter
- →Cardápio com preço por canal — salão, retirada e entrega têm custos diferentes
- →Pedido do canal próprio caindo na mesma tela de produção do marketplace
- →Comanda de mesa e controle de conta dividida
- →Pagamento no checkout com Pix, que tem taxa muito menor que cartão
- →Área de entrega com taxa por distância e tempo estimado honesto
- →Cadastro de recompra: quem já pediu volta com um clique, sem repetir endereço
Onde o dinheiro vaza hoje
O tempo estimado de entrega é o campo que mais afeta a recompra no canal próprio e o mais tratado como detalhe. Marketplace administra a expectativa do cliente com dado histórico; o canal próprio costuma chutar um número fixo. Quando o chute erra para menos, o cliente frustrado volta para o marketplace — e você paga comissão para reconquistar alguém que já era seu.
Quanto custa um sistema desse porte
R$ 36.000 a R$ 86.400
| App completo com backend | R$ 25.000 a R$ 60.000 |
| Escopo: 13 a 25 telas | R$ 5.000 a R$ 12.000 |
| Pagamento (Pix, cartão, assinatura, split) | R$ 6.000 a R$ 14.400 |
Fonte: Modelo de precificação AndersDev — mercado freelancer BR — atualizado em .
Essa faixa parte do escopo típico do setor. Para ver como cada integração mexe no valor, veja o detalhamento desse tipo de projeto.
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Perguntas frequentes
Vale a pena ter delivery próprio ou só usar os aplicativos?+
Os dois, com papéis diferentes. O marketplace traz cliente novo e é caro manter cliente nele; o canal próprio é onde o cliente recorrente deve ficar. A conta vira quando a comissão que você paga por pedidos repetidos ultrapassa o custo de construir e operar o seu canal — e isso costuma acontecer antes do que se imagina.
Como faço o cliente migrar do aplicativo para o meu canal?+
Com incentivo na embalagem e no próprio pedido: cupom para o próximo pedido no canal direto, preço melhor por não ter comissão, ou item exclusivo. O que não funciona é pedir que ele migre sem motivo — o aplicativo é mais conveniente por padrão, e conveniência só se vence com vantagem concreta.
Preciso trocar meu sistema de PDV?+
Não necessariamente. O caminho mais barato é integrar o canal próprio ao PDV que já existe, desde que ele tenha API. Trocar o PDV durante um projeto de delivery multiplica o risco de parar a operação num horário de pico, e não é uma troca que precisa acontecer ao mesmo tempo.
Quanto tempo leva para colocar o delivery próprio no ar?+
De 6 a 12 semanas para a versão com cardápio, pedido, pagamento e integração com a cozinha. O que costuma atrasar não é o código: é o cadastro do cardápio com foto e descrição, e a definição das áreas de entrega com taxa. Vale começar esses dois em paralelo ao desenvolvimento.